sábado, 26 de dezembro de 2020

Os 7 Principais Motivos que Me Fizeram Desistir da Carreira de Engenharia Civil

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Já faz algum tempo que as graduações de engenharia no geral estão em alta, talvez a engenharia civil seja uma das maiores e essa alta aparentemente permanecerá por mais algum tempo. É pensando nisso e no que ocorreu comigo que venho escrever este post sobre o motivo pelo qual eu desisti da minha carreira de engenharia civil.

A engenharia no geral é uma excelente faculdade independente da sua especialização. Temos aí também um piso salarial bastante atrativo de acordo com nosso conselho, o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), além de sempre ouvirmos histórias de engenheiros bem sucedidos, andar de Hilux e etc. No entanto, a carreira de engenharia pode ser bem mais dura do que parece e certamente não é para qualquer um. Eu gostava da engenharia, mas acabei saindo dela com cerca de 1 ano e meio de formado e atuando na área para trabalhar com tecnologia da informação. Por que eu fiz uma escolha dessas? Vou compartilhar minha experiência com vocês hoje

Estudando Engenharia

Eu nunca sonhei com uma profissão específica, mas sempre fui muito bom em exatas e me destacava nas matérias do colégio entre todas as outras. Passei minha adolescência inteira jogando video games mas não evoluí para esse lado, cheguei a pensar em fazer arquitetura e urbanismo, mas logo desisti quando vi que não era uma profissão de exatas. Percebi ao longo do tempo que o correto seria de fato ter iniciado numa engenharia de software talvez.

Durante a minha graduação, percebi que gostava mais da parte de gestão e foi pra ela que segui, tanto que fiz uma pós graduação em engenharia de custos, para aprender também a orçar obras (as faculdades ensinam muito pouco sobre isso). Estudar engenharia não é fácil, muita gente vai ficando pelo caminho e logo você percebe que terminar com 5 anos exatos é um grande desafio. Outro ponto interessante é ver que ótimos alunos do colégio tiram zeros bem redondos logo nos primeiros períodos e ficam frustrados com a faculdade. O ciclo básico é um pouco chato mesmo, mas talvez seja a parte mais importante de uma faculdade de engenharia.

Por sorte, meus pais puderem pagar uma faculdade particular pra mim nos primeiros anos e eu assumi depois que consegui um emprego. Não gostava de estudar as outras matérias que não de exatas então minha nota no ENEM não me dava condições de ingressar em uma universidade pública. Minha faculdade particular foi excelente e é muito notável que não existe mais aquela diferença de que só é bom que tá na pública. Inclusive, vi a pública ficar em greve diversas vezes, professores rabugentos, o famoso "se vira aí". Acho que eu teria desistido antes de me formar se tivesse passado por isso.

Meu Primeiro Emprego

Se você acha que meu primeiro emprego foi como estagiário, está muito enganado. Estava fazendo faculdade no auge da crise, nunca tive uma ligação me oferecendo estágio e apliquei para várias tentativas. Só tinham vagas para os famosos costas quentes, ou QI (quem indica). Meu primeiro emprego foi em um órgão público fazendo funções administrativas e foi lá que comecei a aprender tudo sobre licitações.

Costumo ser um cara bastante focado, em um ano eu já estava dominando bastante as ferramentas de trabalho, leis e decreto e então consegui uma boa promoção para continuar o bom desempenho, ainda atuando na parte adiminstrativa. Fiquei nesse cargo por alguns anos. Logo depois usei do meu networking para conseguir um cargo de salário similar porém na área de engenharia, oferecendo minha experiência adquiria em gestão de projetos e adminisitração em troca de ganhar experiência em obras

E foi aí que tudo começou a fazer sentido. Se você trabalha em obras públicas, saberá bem do que eu estou falando. A extrema burocracia que eu já bem conhecia nas licitações fazem as obras serem 10x pior, tudo é motivo de desconfiança, medo de errar e ser pego pelos tribunais como um criminoso, afinal passamos aí por longos anos de obras superfaturadas, lava jato e outros. Brigas, ausência de projetos, ninguém quer assinar nada com medo, a obra atrasada, fatos supervenientes ocorrem, tudo da zika.

Listando Motivos da Desistência

  1. Ausência de boas oportunidades que paguem bons salários e no mínimo o piso. A maioria quer te contratar como assistente de engenharia para ter as mesmas responsabilidades de um engenheiro. O CREA é uma vergonha, não atua, não fiscaliza. Eles parecem fiscais de obras prontas que dão errado, é somente onde se metem.
  2. Obras Públicas = Desastre total! Ausência de projetos, sim o povo faz obra sem projeto o tempo todo. Corrupção, concursados que sentam nos processos e nada fazem, cargos pliíticos que estão lá somente para mamar nas tetas do governo e por aí vai. Eu não compactuo com nada disso!
  3. Os longos prazos não me faziam nada bem, eu não podia pegar eu mesmo e resliver. Você começa a se sentir incapaz e isso é muito frustrante. Não me sentia consistente. Baixo salário e baixo incentivos são os principais motivos da desistência.
  4. Sempre fui mais da área de tecnliogia e é isso que me empligava de verdade, eu quase cheguei a mudar de curso no início da faclidae mas persisti por já ter iniciado. Se você passa por isso agora, não tenha medo de desistir, apenas certifique-se do que você realmente gosta de fazer.
  5. Com tudo que vivia, era um constante estresse e então minha saúde mental e física começaram a se deteriorar aos poucos. Eu só queria saber de como sair dali.
  6. Uma parte muito pequena dos meus cliegas de faclidade conseguiram um emprego na área. Parece uma cidade fantasma, ninguém contrata. (além dos cargos de assistente).
  7. Por fim, eu queria fazer algo novo e que eu pudesse escalar o meu salário mais rápido, sinto que ainda vou largar tudo novament para cair de cabeça em algum empreedimento meu e focar 100% nisso.

Não sei se existe uma maneira de saber que a engenharia é uma carreira certa para vocês antes de você experimentar ela. Sei que existem bons testes vocacionais pagos mas mesmo assim, na prática a teoria é outra. A maioria dos meus colegas migraram para outras áreas também e a engenharia virou apenas um título legal. Reparem que eu não falo da qualidade da faculdade em si mas das dificuldades encontradas na profissão como um todo. A faculdade foi excelente e ela me deu uma cadeia de matérias bastante diversidade me dando oportunidade de fazer raciocínios críticos e desenvolver habilidades para justamente pular fora da engenharia. Tive administração, linguagem de programa, introdução a economia e por ai vai, além das matérias específicas.

Tenho certeza que tem muito engenheiro civil bem sucedido aí e que ama o que faz, trabalhará nisso pelo resto da vida. Ao mesmo tempo, sinto que a maioria esmagadora irá agonizar pela falta de oportunidades, ou está fazendo graças a facilidade que viraram as faculdades à distância, isso é lamentável mas não convém nessa publicação. Todavia, sei que a engenharia não era mais pra mim, talvez nunca tenha sido. Por sorte eu sempre fui esse cara ligado em tudo querendo saber de tudo um pouco, entre os assuntos, finanças e programação. Foi aí que novamente usei meu networking e tudo que já vinha adquirindo estudando principalmente sozinho para pular para a empresa que estou hoje.

Sei que saí um pouco cedo mas a vida é assim mesmo, o meu objetivo principal que é ficar rico provavelmente só seria possível se eu abrisse uma construtora, caso continuasse na área. Do contrário, estava vendo a vida passar sem poder fazer muita coisa e sem conseguir elevar os meus ganhos.

Sinto falta da engenharia civil? De maneira alguma e muito provavelment porque isso comprova que aquilo não era pra mim de verdade. Não sinto falta de fazer orçamento, planejar obra, jogar no MS Project, brigar com empreiteiro, brigar com concursado, conferir obra, aprovar coisas que não concorda.

É triste ver a piada que virou, engenheiro agora é uber. Apesar de sempre passarem isso com boas risadas para abafar o que estão falando, nada mais é do que a verdade nua e crua. Se você chegou nesse ponto ou pensa sobre, sugiro fortemente que faça reflexões e pule fora do barco o quanto antes, como eu fiz. A vida te dará belas oportunidades, basta correr atrás.

Perguntas?

Espero que essa publicação seja um pouco esclarecedora para aqueles que sonham com a engenharia, ajude os estudantes que estão desengajados a tomar a atitude correta. Comente aqui embaixo caso tenha alguma dúvida dessa profissão que eu possa tentar te ajudar e não se esqueça de ver os outros comentários para os diferentes pontos de vista. O meu pensamento não é o correto mas também tenho certeza que não sou o único a pensar assim.

Você, engenheiro civil experiente e bem sucedido que está lendo isso, você realmente gosta do que faz e pretende continuar nesta carreira?

18 comentários:

  1. Poxa, bastante interessante. É complicado, mas parece que para a pessoa ser bem sucedida ou tem que ser muito fora da curva no quesito competência, inovação, conhecimento e esforço ou tem que ser corrupta pra colar nos cofres públicos. É uma pena que o mercado para engenheiros esteja tão saturado a ponto de os salários serem baixos em comparação às complicações da função. Tem aquele ditado: precisamos de mais engenheiros no lugar de filósofos, historiadores ou cientistas sociais. Em vez de puramente engenheiros, o que precisamos é de profissionais produtivos e competentes, e, para isso, tem que ser viável e compensador para quem se esforça.

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    1. Importante comentário para complementar. Destaque para a parte da competência, tem muita gente boa que fica no caminho pela falta de oportunidade assim como tem muita gente ruim que consegue levar adiante seja por sorte ou pelo QI.

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  2. Engenheiro, compartilho de suas preocupações.

    Na minha opinião a situação vivida pelos profissionais da Engenharia Civil é replicada na maioria das profissões, eu conheço vários formandos em curso superior que saem da faculdade e se deparam com um mercado de trabalho escasso, a galera tá quase precisando mendigar por um emprego.

    Acho que tudo isso é fruto da nossa situação econômica, a nossa economia praticamente ficou estagnada nos últimos 10 anos (salve engano cresceu em média 0,2% a.a), ao mesmo tempo tem uma enxurrada de profissionais se formando, acho que a Engenharia Civil é um bom exemplo, falta dinamismo econômico no país.

    Infelizmente acho que as coisas vão continuar assim por vários anos a frente, hoje temos 14% de desemprego e toda pesquisa mostra que a população não considera o desemprego como principal problema do país.

    Não tem emprego > não tem consumo (viável) > não tem demanda > não tem investimento > não tem emprego.

    Sobre o QI, é algo que existe no mundo inteiro, entretanto aqui no Brasil ele é muito mais intenso, talvez seja um dos responsáveis pelos problemas crônicos de produtividade estagnada do Brasil.

    Abraços,
    Pi.

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  3. Ótimo assunto pra ser abordado, Engenheiro.
    Além do ponto que o Poupador comentou aí em cima, vejo um outro grade problema no Brasil: a quantidade ABSURDA de cursos e faculdades de Engenharia que temos. É impraticável que tenhamos tantos engenheiros sendo inseridos no mercado todo ano, ainda mais em um país com uma economia fraca como o nosso. E o problema vai além: temos, sim, MUITOS engenheiros se formando, mas se formos verificar quantos engenheiros de QUALIDADE nós formamos, não tenho dúvida que é uma pequena fração do todo. Isso desbalanceia completamente o mercado, fazendo com que os salários diminuam, pois sempre vai ter um "engenheiro" disposto a aceitar 3K por mês de salário.

    A única forma de conseguir seguir no mercado da engenharia de forma satisfatória é, de fato, sendo um profissional de excelência.

    Abraço!
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    1. Concordo ET.

      O único problema é que todo mundo precisa sobreviver e no meio desse árduo caminho da engenharia, muita mão de obra competente fica pelo caminho visando outras oportunidades.

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  4. Isso tudo o que você escreveu e os colegas complementaram nos comentários é em parte por conta da cultura brasileira de considerar que o ensino superior é um direito e uma etapa obrigatória da vida, conforme escrevi neste meu post: https://magoeconomista.blogspot.com/2019/04/escolaridade-no-brasil-cultura-do-filho.html?m=0

    Além disso, como a nossa economia é relativamente precária, temos pouquíssimas empresas que absorvam toda essa mão de obra """"qualificada"""" que se forma todos os anos em nossas inúmeras faculdades. A maioria dos empregos no Brasil são de pequenas empresas, ou seja, a maioria das vagas são em mercadinhos, postos de gasolina, lojinhas de bairro, etc., que não precisam de curso superior e geralmente mal têm condições de pagar 1 salário mínimo pros empregados.
    O chato é que essa cultura de ensino superior como sendo direito inalienável do cidadão fez com que pratciamente todas as empresas aumentassem suas exigências, mesmo sem necessidade. Para vocês terem uma ideia, eu tenho um parente que era gerente de banco lá nos anos 70-80, só tendo a quarta série completa! Hoje em dia é impossível alcançar uma posição melhorzinha, tipo supervisor, numa empresa grande sem ter um MBA.

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    1. Realmente eu vejo profissionais formados em faculdades que chega a dar dó. Mas acredito que por mais que a faculdade esteja dando moleza, o maior culpado sempre será o aluno. Quem quer vira mestre estudando no youtube, hoje não tem mais desculpa!

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  5. Interessante. Mas vc gosta da área de teconologia ou é mais um apertador de botão de iphone? Programa em linguagem top como Python e Java ou só faz app? Uma coisa é achar que gosta pq usa um smartphone

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    1. Tô trabalhando na área dando consultoria em automação de processos. Entrei para "desenhar" os processos e gostei de programar.

      Hoje programo em Java, além das linguagens comuns de front end. To longe de ser o melhor nisso, mas tô com um crescimento exponencial bem bacana.

      Obrigado pelo comentário!

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  6. Olá, EI.

    Já tinha ouvido falar que engenharia civil esta ruim. Para mim uma engenharia que é bem fraca é engenharia de produção. Conheço formados que nunca arrumou um emprego.

    Eu sou da área de TI. Já programei muito, tanto web quanto desktop. Você já fez parte de algum grande projeto de software?

    Hoje já estou de saco cheio de programação.

    Abraços!

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    1. Vivo de forma intensa a programação à pouco tempo Cowboy. Então nunca construí nada grande ou ajudei que possa bater no peito e falar que fui eu, mas participo de um grande projeto sim de automação de processos, é o futuro das empresas.

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  7. Não pensa que talvez a escassez de estágios que você enfrentou possa ter sido em decorrência da instituição em que se formou? De qualquer jeito, não acho que perdeu indo pro TI não.

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    1. Opa, a migração pra TI foi a melhor coisa que fiz sem sombra de dúvidas!

      Sobre a oportunidade em razão da universidade, até pode ocorrer ainda mas isso já mudou muito. O que eu falo se comprova quando eu olho pros inúmeros colegas de profissão formados em universidades federais e etc. que passam pela mesma situação.

      Tropecei em bons engenheiros com pelo menos 5 anos de formado trabalhando atualmente como assiste/técnico, tirando no máximo 3k CLT. Não é mole não!

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  8. Cara, esse ano eu consegui entrar em uma pública de Engenharia Civil e pulei fora, eu não tenho Q.I. algum (pobre, da periferia), não tenho muita afinidade com exatas (odeio cálculo e física, mesmo que eu me esforçasse e aprendesse eu nunca ia gostar disso), e também já sabia que a área de transportes, a que eu mais gosto, é a que menos tem oportunidades, quer dizer, até a construção civil não tem quase oportunidade nenhuma. E o pessoal da minha turma vivia no mundo da lua, a maioria lá era filhinho de papai e mesmo que fosse péssimo na faculdade já tinha uma vaguinha garantida na construtora do pai, do tio, do padrinho, etc... Uma realidade bem diferente da minha.

    Esse ano vou fazer o ENEM de novo e vou tentar aplicar para Direito noturno na Federal de novo, outra carreira bem saturada, mas num país burocrático ao extremo no Brasil saber mais sobre as leis é uma mão na roda, e os concursos jurídicos provavelmente vão ser os menos afetados nas próximas reformas que virão por aí. No entanto, eu quero é empreender, ter meu próprio negócio, faculdade é um plano B, querendo ou não ter diploma no Brasil ainda é algo interessante.

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    1. Falou muitas verdades!

      Mas já parou pra se perguntar que se vc já sabe que quer empreender, pra que fazer uma faculdade? Hoje em dia isso é muito mais questão de orgulho de ter um título do que algo realmente relevante pro empreendedor.

      Particularmente eu sou muito contra concurso público no sentido de que você fica ali com um salário limitado. Sem contar que quando se aposenta fica sugando do governo além do que contribuiu.

      Acho que se o EI tivesse a oportunidade de voltar no tempo, acho que eu não teria feito faculdade

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  9. Boa noite Engenheiro. Também sou Engenheiro (Eletricista) e projetista autônomo.

    Realmente é complicado, uns meses com poucos projetos, e outros com muito.

    Acontece 100% o que vc listou acima, tenho amigos de faculdade q foram trabalhar como corretor, uber, vendedor em loja de móveis, caixa de restaurante, e também multinacionais de outras áreas..

    Sobre ser projetista autônomo, é complicado a questão de regularidade dos serviços, pois projetos, vc faz hoje para um cliente, e se for pessoa física, é provável q não precise de vc tão cedo..

    Hoje considero minha profissão excelente para renda extra, mas como negócio principal, não vejo vantagem, é preocupante, sem muita perspectiva, além de eu não querer contratar funcionários, pois não quero ter esse compromisso.

    Quando surge muito serviço e os prazos estão apertados, repasso para outros colegas e coloco minha margem em cima.


    Sobre o marketing para engenharia, percebo que a maioria nunca fez marketing, a grande maioria é indicação boca a boca dos clientes..

    Eu me incluo na lista dos que nunca fez marketing, nem sequer uma estratégia de negócios, mas vou começar com instagram essa semana.


    Outro fator da profissão, é a responsabilidade técnica que assumimos a cada ART.. Várias vezes já dormi e acordei preocupado, pensando em determinadas obras, nos riscos e tudo mais..

    Por outro lado, as vantagens são, baixo custo ($) inicial, poder trabalhar em casa ou em outro lugar, dependendo apenas do notebook, e a questão dos horários de trabalho, podendo projetar de manhã, de tarde ou de noite, devendo respeitar apenas o horário comercial dos órgãos públicos.

    Estou com 29 anos, e trabalhando com projetos desde os 17, quando entrei no estágio pensei: Vou ficar 6 meses nesse escritório, aprender e sair e aprender outras áreas da engenharia.

    Resumindo: Fiquei 3 anos, saí e comecei a pegar projetos inclusive meu antigo escritório me passa serviços até hoje.

    Sinto vontade de fazer outra coisa da vida também, como ter um restaurante ou comércio, algo tangível, e que tenha regularidade, que eu possa administrar em vez de ficar sempre no operacional (projetando).


    Sempre bom trocar ideia com outro Engenheiro!

    Grande abraço

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    1. Muito bom, praticamente um texto complementar.

      Cara, empreender não é fácil, veja se vc está disposto a piorar de vida. Costumamos sempre pensar nos pontos positivos e esquecer que também pode dar ruim.

      De qualquer forma quem arregaça a manga e faz a coisa acontecer dificilmente vai se dar mal. Obrigado pela contribuição

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